HuffPost Brasil: Workshop ensinará mulheres a usar ferramentas #NaImprensa

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A ONG afirma que a iniciativa tem a intenção de “fomentar a voz de jovens mulheres, treiná-las para o uso de ferramentas tecnológicas. (Imagem: NADIA_BORMOTOVA VIA GETTY IMAGES)

Oficina “Elas Mudam o Mundo”, da Change.org, será realizada na sexta (24), em parceria com coletivo feminista de colégio na Zona Oeste da cidade.

“Elas Mudam o Mundo”, programa da Change.org Brasil que tem como foco incentivar o empoderamento de mulheres, realizará pela 1ª primeira vez um workshop sobre o tema, em São Paulo, com a intenção de amplificar a voz de mulheres jovens por meio do uso de ferramentas de transformação social.

O programa internacional, que também já foi destaque na Índia, México e Argentina, será realizado no Brasil em parceria com o coletivo feminista “Eu não sou uma Gracinha”, formado por alunas do colégio Escola Nossa Senhora das Graças, localizado no Itaim Bibi, na Zona Oeste da cidade.

A ONG afirma que a iniciativa tem a intenção de “fomentar a voz de jovens mulheres, treiná-las para o uso de ferramentas tecnológicas de transformação social, como petições online, além de apresentar meios de conectá-las ao poder público”.

A oficina contará com uma roda de debate e bate-papo entre as estudantes secundaristas e convidadas que já utilizaram a plataforma de petições para liderar causas vitoriosas. A ideia é propiciar a troca de vivências e visão de mundo sobre questões relacionadas ao empoderamento da mulher.

Esses dados mostram o quanto é evidente que a mulher ainda precisa ocupar mais espaços na sociedade.Yahisbel Adames, coordenadora de campanhas da ONG.

Entre os nomes estão Paula Chohfi, ativista que conquistou a liberação de um medicamento para crianças com Atrofia Muscular Espinhal (AME) depois de reunir 1 milhão de assinaturas; Larissa Santana, estudante que mobilizou mais de 100 mil pessoas por iluminação pública no seu bairro e Simone Gatto, ativista que luta pela liberação de animais no transporte público de São Paulo.

O workshop terá, ainda, uma parte de exercícios práticos, na qual as participantes poderão criar suas próprias mobilizações online. O evento é aberto ao público.

Segundo a Change.org, só 34% das petições na plataforma no Brasil são criadas por mulheres, a minoria delas (14%) são jovens com até 24 anos, 84% estudaram no ensino superior ou têm pós-graduação e pouco menos da metade (40%) vive em grandes capitais, como São Paulo e Rio de Janeiro.

“Esses dados mostram o quanto é evidente que a mulher ainda precisa ocupar mais espaços na sociedade, inclusive, espaços de decisão. Muitas vezes elas ainda não têm a consciência de que podem ser protagonistas em todas as áreas que quiserem, e é esse pensamento que precisa ser transformado”, explica Yahisbel Adames, coordenadora de campanhas da ONG.

Além disso, a maioria dos tomadores de decisão, ou seja, políticos ou autoridades que têm o poder de decidir sobre as reivindicações feitas na plataforma, são homens.

Em 2018, o programa, que ainda era um projeto-piloto, foi intitulado “Violências Invisíveis” e treinou 60 mulheres da periferia de São Paulo a identificar situações de violência de gênero.